17 de ago de 2012

Atraídas por promessas de dinheiro fácil elas caem na rede do tráfico humano



“Todos os anos, milhares de mulheres recebem promessas de uma carreira artística na Europa. Infelizmente, elas terminam aqui.”



Em Amsterdam  a prostituição é liberada.  As pessoas que assistiam a exibição ficaram surpresas com o anúncio  ao final do espetáculo.


Elas são, pobres, muito jovens, solteiras, com baixa escolaridade e sonham com uma vida melhor. Esse é o perfil das brasileiras vítimas do tráfico de seres humanos na Holanda. Atraídas por promessas de emprego e bons salários, a maioria das mulheres acaba sendo obrigada a servir às redes de prostituição na Europa.
O relatório “Tráfico de Pessoas para a Europa para fins de Exploração Sexual” estima um total de 140.000 mulheres atualmente obrigadas a trabalhar no mercado do sexo na região, movimentando 2,5 bilhões de euros (R$ 5,25 bilhões).

Na Holanda, onde a prostituição é legalizada, é difícil identificar as vítimas do tráfico de pessoas  que estima-se em torno de 4000 jovens por ano, só na região de Amsterdã.
“Tinham lhe tirado o passaporte, e ela era obrigada a pagar aos cafetões mais de mil euros por dia, sete dias por semana As moças que não ganhavam o suficiente costumavam ser estupradas, surradas com bastões de beisebol e depois jogadas em banheiras de gelo, a fim de minimizar as manchas roxas, para logo serem postas de novo a trabalhar."

A rota do tráfico humano na Europa se estende pelos países da Alemanha, Holanda, Bélgica , Suiça, Espanha, Portugal e Itália. Agentes de viagem descrevem a província de Foggia, em Apúlia, no sul da Itália, como “paraíso do turismo de verão”  Conforme dados do Observatório do Tráfico de Seres Humanos do Ministério da Administração Interna de Portugal, as brasileiras são mais de 50% das mulheres traficadas no país.

“O dinheiro ia todo para eles. Tinham várias meninas brasileiras comigo. Às vezes a gente estava dormindo, e eles nos acordavam para atender clientes. Não dava nem tempo para comer. Ameaçavam-nos, e eu fui agredida fisicamente algumas vezes por clientes. Obrigavam-nos a beber para incentivar os clientes a gastarem com álcool na casa.” 

Hoje, o tráfico de seres humanos só perde em rentabilidade para o comércio ilegal de drogas e armas, porém, a venda de seres humanos é geralmente administrada por criminosos associados aos entorpecentes. No Brasil já  foram identificadas pela ONU, 241 rotas de tráfico de seres humanos, 76 passam pela região Norte. 2,5 milhões de pessoas no mundo são traficadas por ano e dessas, apenas 1% é resgatada.

Enquanto a maioria dos países prioriza o combate ao narcotráfico, a luta contra o tráfico humano é negligenciada. As principais vítimas são as crianças, adolescentes e mulheres, para prostituição e trabalho escravo. Outras demandas são a venda de bebês para as adoções ilegais no exterior e o tráfico de órgãos.

"No Brasil, as vítimas do tráfico de pessoas estão em situação de total omissão do Estado, da sociedade e da família e se tornam vítimas da rede de exploradores."

DENUNCIE:

No Brasil, basta discar 100.

A denúncia também pode ser feita via internet, através do email disquedenuncia@sedh.gov.br
O Ministério da Justiça garante o sigilo.

www.desaparecidosdobrasil.org -  

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