Se voce conhece a família ou conhecidos entre em contato

Marcelo e Raquel surdo-mudos precisam de ajuda. ATUALIZAÇÃO AGOSTO/1913: ENCONTRADOS OS PAIS BIOLÓGICOS.

LIOR DOS SANTOS

Procuro minha mãe Izabel Alves dos Santos. Nasci em Agosto ou Set/1986 - Curitiba ou outra região

BUSCA IMEDIATA É LEI FEDERAL 11.259/05

Determina que o registro do desaparecimento de crianças e adolescentes seja feito imediatamente. Não é necessário esperar 24h.

50 MIL CRIANÇAS E ADOLESCENTES DESAPARECEM POR ANO NO BRASIL

20% desses casos não são resolvidos, ou seja, 10 mil crianças e adolescentes não voltam para as suas famílias.

DESAPARECIDOS DO BRASIL NA LUTA CONTRA OS SEQUESTROS DE CRIANÇAS

O tráfico humano existe e é a principal causa dos desaparecimentos de crianças e adolescentes. Junte-se à nós nessa luta! Cadastre-se.

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13 de fev. de 2013

Tráfico de Crianças no Brasil


Mira Sorvino Embaixadora da Boa Vontade do UNODC de Combate ao Tráfico de Seres Humanos apela aos Governos para combater este problema com mais empenho.

Em entrevista dada nesta sexta-feira (8), Mirna Sorvino afirmou que apesar dos progressos, os governos precisam fazer muito mais para combater o tráfico de pessoas e destacou a impunidade como uma das principais preocupações. As declarações foram dadas durante visita ao Centro Internacional de Viena, na Áustria.
“Devemos garantir que recomendações, políticas, leis e financiamento sejam colocados em prática, não só palavras. Governos devem perseguir vigorosamente grupos criminosos envolvidos neste comércio”, avaliou Sorvino

Cobrando mais assistência às vítimas, Sorvino destacou que 16% dos países que forneceram dados para o documento não registram uma única condenação por tráfico de pessoas no mesmo período.(ONU)


 


SITUAÇÃO DO BRASIL NO COMBATE AO TRÁFICO DE CRIANÇAS

Recentemente, DESAPARECIDOS DO BRASIL fez um levantamento da situação no Brasil em relação ao TRÁFICO DE CRIANÇAS, e os resultados não são animadores.


QUADRO ATUAL -

1 – A nova Lei de Adoção teve algum reflexo positivo para evitar/combater o Tráfico de Crianças?

DB – Como sabemos, o tráfico de crianças visa, sobretudo a lucratividade, sendo responsável por 27% das vítimas do tráfico, segundo relatório da UNODC em uma pesquisa realizada em várias partes do mundo, entre 2007 e 2010. As crianças do sexo feminino representam a maior parte, cerca de dois terços das crianças traficadas.

O Brasil não tem estatísticas ou dados aproximados sobre o número de tráfico de pessoas, sejam adultos ou crianças e adolescentes.  Os dados que existem não condizem com a realidade, são baseados em denúncias ou atendimento às vítimas. As milhares de crianças desaparecidas no Brasil fazem parte dessa realidade.  A maior parte das estatísticas se refere ao tráfico de pessoas além das fronteiras e são imprecisas. Em 2003 estimava-se mais de um milhão de crianças traficadas anualmente em todo o mundo.

A antiga Lei ou Código do Menor, de 1979, sem dúvida favorecia a prática das adoções ilegais através de advogados, que forneciam em poucos dias, aos casais estrangeiros uma escritura de adoção, cobrando um preço altíssimo por esse ‘’trabalho’’, mediante o ‘’consentimento’’ da mãe biológica, que era obtido através de coação ou pequeno favorecimento financeiro. Quando a demanda era muito grande, os bebês eram [são] sequestrados, ou dados como mortos nas maternidades com a conivência de médicos e enfermeiros e vendidos para famílias estrangeiras.

Nos anos 80, o tráfico de bebês através desse meio, atingiu níveis assustadores, dando ao Brasil o título de “Exportador de Bebês”, obrigando o governo brasileiro a tomar providências, quando então foi elaborado o ECA,  Estatuto da Criança e Adolescente, modificando aspectos referentes à Lei da Adoção, facilitando-a para famílias brasileiras e estrangeiras, com o intuito de dificultar a ação das quadrilhas do tráfico.

Apesar das novas leis, o tráfico de bebês, para adoção internacional por meios ilegais, continua em todas as regiões do país, principalmente no Sul, pela preferência dos casais estrangeiros por crianças de descendência europeia.  Já nas demais regiões, Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sudeste, o sequestro de crianças se direciona ao turismo sexual, lenocínio e trabalho escravo.

As adoções ilegais continuam em alta e as quadrilhas utilizam de subterfúgios para escapar da polícia. Um dos meios utilizados é o registro direto do bebê pela família adotante, com ajuda de profissionais corruptos, sem passar pelo processo de adoção.



2 – Tem notícias de quantas condenações existem no Brasil envolvendo “tráfico de crianças”?

DB – O Brasil não cumpre a contento as normas internacionais para eliminar o tráfico de crianças, embora as autoridades se esforcem para investigar crimes relacionados ao tráfico sexual e adoções ilegais, mas não existem dados precisos sobre processos e condenações por esses crimes. Também não há abrigos suficientes e tampouco serviços especializados do governo para essas vítimas. Em 2011, foram identificados através das ações da polícia federal, 2.800 vítimas do tráfico de crianças por delegacias de 14 estados e apenas nove condenações foram confirmadas.  O número real é uma incógnita e crianças continuam desaparecendo, sem que possam ser encontradas.


3 – Qual maior tipo de tráfico, com relação às crianças e adolescentes: Tráfico de órgão, sexual, trabalho escravo, adoção ilegal?

DB –  Como não existem estatísticas reais, nos baseamos pelas denúncias recebidas e ocorrências registradas em delegacias e publicadas na mídia.  Todas as modalidades do tráfico de crianças envolvem um comércio bilionário e somente com um trabalho sério do governo, poderá se conter  esse crime hediondo que atinge milhares de crianças e adolescentes no Brasil.

Conforme explanado acima, cada região brasileira é alvo de algum tipo de comércio com crianças. Já foram identificadas no Brasil, 241 rotas do tráfico humano. Nessa pesquisa constam mulheres, crianças e adolescentes para fins de exploração sexual. 110 rotas estão relacionadas ao tráfico interno, (Norte 76, Nordeste 69, Sudeste 35, Centro-oeste 33 e Sul 28).  As outras 131 rotas são relacionadas ao tráfico internacional (mulheres e crianças incluindo homossexuais) para fins de prostituição.

Eventualmente ouvem-se notícias de alguma prisão de chefes do tráfico de pessoas, mas não permanecem muito tempo presos.  Em Manaus (AM), vivenciamos uma situação crítica atualmente, envolvendo meninas índias de 10/12 anos sendo aliciadas, sequestradas  e exploradas pela rede de prostituição. Onde estão as autoridades e os Direitos Humanos?


O trabalho escravo e semiescravo está no mesmo patamar da escravidão, que é o cerceamento total da liberdade, submetendo a criança a trabalhos nocivos, cruéis e forçados, em conflitos armados, em prostituição, pornografia de menores e atividades ilícitas como produção e tráfico de drogas.  É decorrente da venda e tráfico de menores e deve ser combatido com prioridade. O artigo 149 do Código Penal prevê de dois a oito anos de cadeia para quem se utilizar dessa prática. Em casos de crianças a pena aumenta. Não temos um número estimado de escravos no país.

No Brasil o uso de crianças para trabalho escravo ocorre em larga escala, sendo amplamente utilizado por ricos fazendeiros que por vezes são políticos conhecidos, indústrias carboníferas, canaviais, etc. Elas são oriundas de sequestros realizados em várias regiões do país, ás vezes de outros países e  permanecem por anos confinadas, ficam doentes, morrem e só é noticiado quando alguém consegue fugir do cativeiro e denunciar à polícia, quando então o responsável é autuado.

Na mesma escala está o trabalho infantil, proibido no país, segundo a Convenção 138 do qual o Brasil é signatário, que determina que o país membro não deve medir esforços para combater essa prática. A  exploração do trabalho infantil, difere do trabalho escravo, ocorre em ambientes domésticos, no comércio, zonas rurais, etc. e não está diretamente ligado ao tráfico de pessoas, embora a criança também fique refém de adultos inescrupulosos.
                                                                            

O tráfico de órgãos é um verdadeiro tabu. Assunto proibido, visto pela grande sociedade como lenda, mas existe e foge ao controle das autoridades brasileiras. Não há fiscalização nem controle nos hospitais e IMLs do país. Órgãos são retirados, desviados (roubados)  e tem seu peso cotado a ouro.  Quem precisa de transplante, tendo dinheiro,  não  se importa em pagar preços exorbitantes por um órgão que poderá lhe salvar a vida ou de um filho.

 O governo precisa criar controles rígidos para fiscalizar os captadores de órgãos.  Além dos desvios (roubos) de órgãos de doadores falecidos, ocorrem também mortes induzidas para atender as quadrilhas. Além disso, ainda temos a questão da falta de controle para saber se o órgão de um doador vai realmente para a fila de espera, que atualmente  ultrapassa  60 mil pessoas no Brasil, ou para uma lista paralela, que segundo denúncias, conteria  o nome de pessoas de maior poder aquisitivo.

Também existe a venda de órgão pelo próprio indivíduo, prática proibida no país. No relatório da CPI do tráfico de Órgãos, consta uma quadrilha que era comandada por um ex major do exército de Israel, que oferecia até dez mil  reais por rim, aos moradores de Recife. Os ‘’doadores’’ eram levados à África do Sul para retirada do órgão, que depois seria comercializado em dólares.


4 – Em sua opinião o que ainda falta para o efetivo combate a esse crime?

DB – O Brasil precisa de políticas mais sérias para combater esse crime; precisa de delegacias especializadas em todas as cidades de médio e grande porte, com equipes preparadas na investigação de pessoas desaparecidas, sequestradas e aliciadas pelas redes do bilionário comércio do tráfico de pessoas e também psicólogos para darem apoio aos pais que ficam a mercê de um sofrimento desumano quando o filho desaparece. É preciso uma conscientização das massas, através de campanhas esclarecedoras, alertando sobre os perigos que envolvem a segurança das crianças, É preciso uma ação mais enérgica e corajosa do governo federal e estadual que inibam as ações de quadrilhas que agem em nosso território e uma justiça mais atuante que não se corrompa. Precisamos de maior rigor na lei, que após prender o traficante, ele fique afastado da sociedade por um período de anos bastante longo. Infelizmente, o grande problema recai sobre a corrupção de policiais, autoridades e políticos, que ‘’fecham os olhos’’ mediante gordas gratificações permitindo a continuidade desse crime hediondo que  assola nosso país.



5 – Qual País combate de modo mais efetivo o Tráfico de Crianças?

DB - Segundo relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas para o Combate às Drogas e ao Crime (UNODC), o tráfico de pessoas é o terceiro negócio mais rentável e movimenta cerca de US$ 32 bilhões, fazendo  dois e meio milhões de vítimas todos os anos, onde 27% são crianças e dois terços dessas crianças são do sexo feminino.
As estatísticas para o tráfico de crianças a nível mundial são:
- Europa e Ásia Central: 16%;
- Continente Americano: 27%;
- Sul, Leste Asiático e Pacífico: 39%;
- Médio Oriente e África: 68%.

Houve um progresso na legislação internacional referente ao tráfico de pessoas. 83% dos 154 países que participam do Protocolo, agora têm leis que criminalizam o tráfico de pessoas (Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, Especialmente Mulheres e Crianças, de 2003). Os objetivos são assistir e proteger as vítimas do tráfico de pessoas, com pleno respeito pelos direitos humanos e combater o tráfico em si. Em 2006 o Brasil aprovou a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Segundo Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas de 2012, no período entre 2007 a 2010, aumentou em 7% o tráfico de crianças em relação ao período 2003/2006. O número de meninas vítimas do tráfico também aumentou de 15 para 20% do total.

A falta de dados concretos não permite um número aproximado, mas estima-se que ultrapassem os milhões.

Outro dado alarmante do relatório é pelo baixo índice de condenações: 16 por cento dos países que forneceram dados, não registraram nenhuma condenação por tráfico de pessoas entre 2007 e 2010.

DB Nota final: ” A criança e adolescente, conforme determina o art. 18 do ECA deve estar protegida de todo e qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório e constrangedor, garantindo assim sua dignidade.”



I.Amanda Boldeke
 Fev/2013.



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23 de jan. de 2013

Dramas reais que inspiraram os personagens em Salve Jorge


Simone,  Kelly, George, e tantos outros milhares de jovens, acreditaram em promessas de trabalho no exterior  e se viram  presos numa armadilha cruel, de escravidão, prostituição e morte.

Jéssica (Caroline Dickman em Salve Jorge)
Jéssica em Salve Jorge (Carolina Dickman) 
O personagem foi inspirado em histórias reais.
Caso Simone Borges, 23 anos - Destino Espanha Espanha - 

SIMONE - filha traficada

"Mandava  sua fotografia toda semana para a família, para dizer que estava tudo bem... Um dia ligou e pediu que comunicasse a Polícia Federal, a Embaixada, que as mulheres estavam todas retidas, todas presas...eram obrigadas a prostituir-se senão morriam de fome e muitas usavam drogas. Eu fiquei sem saber o que fazia...
Aplicaram overdose nela, soltaram na rua...morreu minha filha...Eu fiquei fazendo curso nessa rua, sem saber o que fazia...
Ao reviver isso, a emoção toma conta do pai de Simone e ele tenta continuar o relato.

Aí fui lutar...Lutar e pensar nas outras que estavam lá. Olha, agora eles não fazem mais mal para a minha filha, mas não vou parar, vou lutar para salvar as outras que estão lá." (João Borges, pai de Simone Borges)

Simone Borges, 25, saiu de Goiânia rumo à Espanha, em 1996. Pretendia trabalhar num bar e juntar R$ 6.000 para seu enxoval de casamento. Ao chegar a Bilbão, viu-se obrigada a se prostituir. Pediu que a família avisasse a polícia.  ...continue lendo






7 de jan. de 2013

O tema tráfico de pessoas na novela global tem ação social

Um espelho da vida real

Não há fronteiras para esse negócio. Não há livro caixa. Mas existem estimativas de organizações internacionais que projetam valores acima de US$ 32 bilhões anuais movimentados pelos que exploram os outros. São redes profissionais espalhadas pelo mundo. Bem ágeis na arte de desmontar sua operação ao notar a presença mais efetiva da polícia especializada de algum país em defesa de seus nacionais
O fato de uma novela em horário nobre em uma emissora de grande alcance abraçar o tema do tráfico de pessoas para exploração sexual só pode ser aplaudido por quem lida com a questão. Oxalá a novela mostre a complexidade dessa escravidão contemporânea e consiga sensibilizar para esse crime que acontece de forma silenciosa e sorrateira.


No âmbito internacional o questionamento predominante nas formas de combate ao tráfico de pessoas, em particular nos casos de exploração sexual nos dias de hoje, esbarra na temática das liberdades individuais. Ou seja, até onde o Estado pode atuar sem ser repressor e, ao mesmo tempo e paralelamente, não permitir que seus nacionais sejam explorados. O foco do trabalho de quem está à frente da questão se volta à prevenção. Afinal, a decisão de migrar é de cada um. As experiências que serão adquiridas lá fora são um patrimônio indiscutível e pessoal.  O que não pode ocorrer é um cidadão embarcar sem saber o risco que corre. E sem conhecer os direitos que têm. Mais que isso, ao se sentir ameaçado, onde e como pode pedir ajuda.

Combater uma rede que vem se ampliado gradativamente em diversos planos requer munição especializada, justamente por ser o tráfico de pessoas um tema tão vasto e preocupante. A ajuda no sentido de minorar seus malefícios é sempre bem vinda. E há forças se expandido conforme a sociedade vai se sensibilizando no tocante ao tema, seja na novela, em ações sociais ou seja no aperfeiçoamento do arcabouço jurídico para combater os crimes associados à prática

 A união de todos faz o impossível ficar bem mais próximo do possível.

O tráfico de pessoas é identificado como:

O recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.

A exploração incluirá, no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos.

O consentimento dado pela vítima de tráfico de pessoas tendo em vista qualquer tipo de exploração descrito na alínea a) do presente Artigo será considerado irrelevante se tiver sido utilizado qualquer um dos meios acima descritos.

O recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de uma criança para fins de exploração serão considerados tráfico de pessoas mesmo que não envolvam nenhum dos meios acima descritos. O termo criança significa qualquer pessoa com idade inferior a dezoito anos.

http://www.desaparecidosdobrasil.org  >  Na luta contra o tráfico de pessoas.

Dados retirados da Secretaria da Justiça e Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.


3 de jan. de 2013

Qual o maior sofrimento que pode abater sobre você?



Pense! Qual o maior sofrimento que pode  abater sobre você e para o qual  não há defesa e nem ajuda?

Doenças, talvez?  Doenças por mais que sejam dolorosas e às vezes incuráveis, você  procura a ajuda de um médico, hospital e por pior que seja, você terá um apoio, não estará sozinho,   mas, e quando seu filho desaparece?  Quem  irá ajudá-lo(a) nos longos e intermináveis dias de pesadelo  que se seguirão e que poderão se estender  pelo resto de seus dias, sem que você nunca mais saiba onde ele está, quem o roubou, o que ele está passando, se ele está com frio, com fome, doente, com dor, com saudade, se está vivo ou morto?  NINGUÉM!!! Ninguém vai lhe ajudar e você, de um minuto  para outro, se verá sozinho, caindo num abismo de onde dificilmente conseguirá sair e passará a ser apenas o número  de uma triste estatística  e  viverá à margem da sociedade, onde as pessoas te olharão com pena ou desprezo, como olham um mendigo empestado pedindo ajuda e fugirão de você para não  ouvir seus lamentos. É duro ouvir isso? Pois é a realidade de milhares de mães.. e pais... e filhos... e todos aqueles que  vivem esse drama em suas vidas.

Você não está livre disso, ninguém está! Seja rico ou pobre, bonito ou feio, jovem ou velho,  todos nós estamos numa corda bamba e só a conscientização e atitudes que inibam esse mal, que ronda diariamente nossas famílias, é que poderá mudar esta triste realidade.

O Brasil precisa de Delegacias Especializadas em todas as cidades de médio e grande porte, com equipes preparadas na investigação de pessoas desaparecidas, sequestradas e aliciadas pelas redes do bilionário comércio do tráfico de pessoas.

Saiba que enquanto você lê isso, pelo menos uma pessoa está desaparecendo no Brasil. A pesquisa realizada pelo O Globo de Janeiro/2012 diz isso: " Uma pessoa desaparece a cada 11 minutos no Brasil". A queixa das famílias atingidas é sempre a mesma: Ninguém ajuda! A polícia não investiga porque não há contingente, não há estrutura, não há  a comprovação de crime, então não há investigação e te mandam esperar...esperar..esperar...

Com base no sofrimento de uma mãe que tem a filha desaparecida, foi criado um Abaixo-Assinado onde se prevê mudanças na atual Lei. Ao todo, o Projeto contém  treze  importantes reivindicações que precisam ser ouvidas e transformadas em Lei. Elas podem ser lidas no seguinte link:

 Projeto de Lei - Mudanças

Para você ter uma  leve ideia do que seja esta dor, ouça a dramática entrevista e sinta por alguns minutos o que uma pessoa é obrigada a ouvir e passar quando busca seu filho desaparecido.

ENTREVISTA SANDRA MORENO - PARTE I (26/10/12) - YouTube

ENTREVISTA SANDRA MORENO - PARTE II (26/10/12) - YouTube

ENTREVISTA SANDRA MORENO - PARTE III (26/10/12) - YouTube





14 de nov. de 2012

Você Sabia?






...que a cada 11 minutos, 
pelo menos uma pessoa desaparece no Brasil ?

O número de casos de desaparecimento de pessoas no país é muito maior do que estimam o governo e entidades civis organizadas. Um levantamento inédito feito pelo GLOBO, em 19 estados, para identificar o tamanho desse problema revelou números alarmantes: em 2011, uma pessoa desapareceu no Brasil, em média, a cada 11 minutos. Foram 141 por dia e, ao todo, 51.703 mil casos registrados em delegacias de polícia. Para as estimativas oficiais, eles seriam cerca de 40 mil por ano, número que não condiz com a realidade. (Globo.com 14/01/2012)



...que no Brasil...


Não temos, na grande maioria dos estados, delegacias especializadas em desaparecimentos,  o que dificulta a investigação pela polícia civil, pois não há equipes especializadas para este fim;

Não temos um sistema  de alerta de alcance nacional, que possa avisar todos os segmentos, a fim de  inibir a ação das quadrilhas que traficam  seres humanos quando uma criança ou adolescente é raptado. Em vários países da Europa e na América do Norte, existe o Alerta Amber que é imediatamente acionado quando há desaparecimento e a maioria dos raptos de crianças são resolvidos em poucas horas;

Não temos um cadastro nacional de pessoas desaparecidas,  eficaz  e atualizado com as  informações dos desaparecidos do Brasil,  o que dificulta a localização de pessoas que estejam em alguma outra região do país;

Não temos um sistema de B.O. (boletim de ocorrência) de desaparecimento  integrado  entre as delegacias dos estados. É necessário um sistema de troca de  dados a nível nacional, onde, ao ser registrado um boletim de ocorrência em determinada delegacia, o mesmo automaticamente esteja disponível em todas as outras delegacias do país; 

Não temos um sistema de informação sobre pacientes internados sem identificação em hospitais, asilos, IMLs, abrigos, conselhos tutelares, igrejas e nem sobre pessoas enterradas como indigentes. Estas pessoas se encontram desaparecidas para suas famílias. É preciso que estes órgãos comuniquem, em forma de  ocorrência, para as delegacias de suas cidades, inclusive com o recolhimento de  amostras do material genético daquela pessoa, para identificação posterior;

Não temos a obrigatoriedade na divulgação de pessoas desaparecidas em jornais, rádio, TV,  cinemas, shoppings,  metrôs, aeroportos e demais locais com grande circulação de pessoas e  tampouco em sites de órgãos públicos;

Não temos um banco de dados nacional,  acessível e funcional, com o  DNA das famílias  dos desaparecidos para facilitar a identificação de pessoas  ou corpos encontrados no decorrer dos anos ou  para identificação de crianças  adotadas ilegalmente; 

Não temos um  meio alternativo para quebra do sigilo telefônico do desaparecido, que poderia em muitos casos  esclarecer a razão do seu desaparecimento;

Não temos campanhas educativas de combate ao desaparecimento de crianças;

Não temos um atendimento ou acompanhamento psicosocial  para as famílias dos desaparecidos;

Não temos campanhas para conscientização da população sobre as causas que motivam tantos desaparecimentos, que são os raptos de crianças e adolescentes para o tráfico humano, drogas, violência doméstica, abusos sexuais, etc;


 O que temos:

No Brasil, quando  alguém desaparece sem deixar qualquer vestígio, seja adulto ou criança, a família fica abandonada a sua própria dor, sujeita a bater de porta em porta, procurar sozinha de rua  em rua, esquina em esquina, cidade em cidade e receber, centenas e milhares de vezes um repetido NÃO! Não vi, não posso, não sei, não dá, não é possível, não me incomode... ! Só negativas, portas fechadas, escárnios, ironias e até desrespeitos e  exposição ao perigo, pois na ânsia  de encontrar a pessoa, a família procura até em meio a becos escuros e locais perigosos. Após o B.O. a investigação pela polícia nem sempre é levada adiante, salvo alguns casos,  ou quando há a presença de um advogado ou  influências, porém na grande maioria da vezes, a família passa meses, anos de suas vidas  recebendo apoios tão somente de voluntários que se  solidarizam com o seu sofrimento.

I.Amanda Boldeke
DESAPARECIDOS DO BRASIL 
12/12/2012